quinta-feira, novembro 30, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
Lançamento do meu livro

sexta-feira, novembro 24, 2006
There can be only one ...

Faz hoje 15 anos que Farrokh Bomi Bulsara, mais conhecido no mundo da música como Freddie Mercury, faleceu, vítima de uma complicação decorrente da imunossupressão causada pelo HIV.
Esta é a minha singela forma de prestar homenagem a um dos maiores ícones musicais de todos os tempos. Obrigado pela música, pelo carisma, pela voz, por tudo. As tuas composições fizeram-me (e fazem-me) feliz em muitas ocasiões em que parecia (ou pareço) estar a mergulhar numa depressão.
Deixo aqui um videoclip de uma maravilhosa canção do Freddie a solo, 'In My Defence'
terça-feira, novembro 21, 2006
Eu já descobri o poder da Letra F !

Join "Movimento Letra F". O verdadeiro caminho para a felicidade!
(para mais informações, consultar este post )
Sabiam que... (ensaio poliglota)
la felicità non conosce idiomi
das Glück kennt keine Idiome
η ευτυχία δεν γνωρίζει ιδιωματισμούς
счастье не знает никакие языки
?
Este post vem na sequência deste, só tendo sido possível concretizá-lo graças ao tradutor Altavista Babelfish - tornando-nos mais poliglotas e felizes a cada dia!
3ª feira acidentada (...)
No meio daquela coluna compacta e amorfa de automóveis que era a 2ª circular, o meu pai parou de bufar e começou a assobiar a melodia desta canção. Quando o solo de saxofone entrou, foi a minha vez de mexer os dedos como se fosse eu o saxofonista (John Helliwell, é o nome do senhor em questão), como se estivesse a criar aquela melodia, como se estivesse a tentar, através do poder das notas musicais, diluir a manhã de 3º feira e encontrar um hiato através do qual pudesse penetrar com o carro. Mas o carro mal se mexeu enquanto a música se fez soar no nosso rádio, enquanto a música rezou o seguinte:
"And all the birds in the trees, they'd be singing so happily, joyfully, oh, playfully, watching me!"
Por uns minutos, fomos os pássaros das árvores, a cantar com alegria e felicidade, observando o trânsito imutável e caótico. Só que os pássaros felizes não conhecem o automóvel nem o engarrafamento. Se calhar é por isso mesmo que são felizes e cantam enquanto me observam. Ah, como gostava de ser um pássaro e voar daqui para fora, de mim para fora!
segunda-feira, novembro 20, 2006
Os três amigos felizes
- Sabes, a existência do teu blog já não faz sentido.
- O quê!? Porque dizes tal heresia?
- Já não precisas de descobrir o caminho para a felicidade porque eu descobri a chave para ela.
- Como!?
- Passo a explicar: eu tenho três amigos felizes. Só três. Mas são felizes a valer.
- Como sabes se são mesmo felizes?
- Sei-o, simplesmente. Mas deixa-me falar. Um é o Francisco, enverga sempre um fato e nunca se cala. Outro é o Filipe, veste invariavelmente uma camisa de flanela com um bolso no lado esquerdo, onde guarda sempre um maço de tabaco. O último é o Fábio, cuja indumentária é similar à do Filipe e que transporta sempre uma caixa de preservativos no bolso da camisa.
- E de que forma é que isso te dá a chave para a felicidade?
- Simples. A chave reside na letra F, a mesma que mora no início da Felicidade. Ora vê:
* Os meus três amigos são felizes;
* O Francisco usa um fato, os outros vestem camisas de flanela;
* O Francisco fala compulsivamente;
* O Filipe fuma,
* e o Fábio ... que se farta!
(foi desta que o blog atingiu o seu nível mais baixo...)
(...e parece que nunca vou ser feliz, não tenho qualquer F no meu nome... :( )
sábado, novembro 18, 2006
100 visitas!

Não, não é uma dessas "toasts", é toast no sentido de brinde (e dizem eles que a língua portuguesa é que é traiçoeira!)

Ah, assim está melhor (que figuras tristes fazia há dois anos atrás...)! Mas não encham muito os copos, porque sensivelmente metade das visitas registadas devem ser minhas...
...e, agora que penso nisso, este feito não é motivo para ficar feliz! Damn! :(
sexta-feira, novembro 17, 2006
O que será ?
Normalmente, os textos aqui colocados são da minha autoria (fora a quadra do Manuel Alegre e a citação do Gandhi, em posts anteriores). Vou agora abrir uma excepção sob a forma de um vídeo relativo a uma música, cuja letra é como que uma adivinha...
Canção: O que será? (à flor da pele)
Letra e música: Chico Buarque
Intérpretes: Chico Buarque e Milton Nascimento
Eu queria seleccionar apenas alguns versos, mas a letra é tão sublime que tem que ficar aqui registada integralmente, desculpem:
O que será que me dá,
Que me bole por dentro, será que me dá?
Que brota à flor da pele, será que me dá?
E que me sobe às faces e me faz corar,
E que me salta aos olhos a me atraiçoar,
E que me aperta o peito e me faz confessar?
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar,
E que me faz mendigo, me faz suplicar?
O que não tem medida, nem nunca terá;
O que não tem remédio, nem nunca terá;
O que não tem receita!
O que será, que será,
Que dá dentro da gente e que não devia?
Que desacata a gente, que é revelia?
Que é feito uma aguardente que não sacia?
Que é feito estar doente de uma folia?
Que nem dez mandamentos vão conciliar,
Nem todos os unguentos vão aliviar,
Nem todos os quebrantos, toda alquimia,
Que nem todos os santos, será que será?
O que não tem descanso, nem nunca terá,
O que não tem cansaço, nem nunca terá,
O que não tem limite!
O que será que me dá,
Que me queima por dentro, será que será?
Que me perturba o sono, será que me dá?
Que todos os tremores me vêm agitar,
Que todos os ardores me vêm atiçar,
Que todos os suores me vêm encharcar,
Que todos os meus nervos estão a rogar,
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar?
O que não tem vergonha, nem nunca terá,
O que não tem governo, nem nunca terá,
O que não tem juízo!
O que será o sentimento de que a canção fala e que é, usualmente, uma das mais maravilhosas formas de se encontrar a felicidade?...
quinta-feira, novembro 16, 2006
Hoje havia seminário de ...
Allegro. Ma non troppo.

quarta-feira, novembro 15, 2006
...e feliz se fez triste!
Todas as palavras já foram encontradas. Todos os sonetos já foram escritos. Todos os sentimentos já foram deslindados. Basta procurar com afinco e, algures, no fundo de um baú poeirento ou na copa de uma frondosa árvore, encontraremos certamente algo que defina e descreva o nosso dia, a nossa vida, a nossa (in)felicidade.
O dia de hoje, por exemplo, é a cara da primeira quadra de um soneto de Manuel Alegre.
Aquela clara madrugada que
viu lágrimas correrem no teu rosto;
e alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno Agosto.
Faça-se uma subtil cirurgia plástica a esta quadra (ou a esta cara de mais um dia) e obtenha-se assim um retrato fiel do que está a ser o 15 de Novembro de 2006:
- mude-se "madrugada" por "manhã" (porque a manhã foi clara e primaveril);
- mude-se "alegre" por "feliz" (porque o tema aqui é a felicidade e não a alegria);
- mude-se "pleno Agosto" por "Novembro" (porque estamos em Novembro).
(tudo isto porque lá fora chove. E cá dentro, no meu âmago mais amargo e íntimo, também. A cântaros. E não há nada como a chuva para encharcar vilmente uma felicidade que se quer enxuta e soalheira...)
terça-feira, novembro 14, 2006
Aforisma terceiro - Para quê aforismas?
Abaixo os aforismas! Abaixo os pseudo-intelectuais! Abaixo este blog!
(e o blog grita baixinho - "Eu vou continuar a viver!")
20
20 anos vividos.
20 infrutíferas buscas.
20 caminhos trilhados.
20 insondáveis trilhos.
20 imperscrutáveis respostas.
20 famintas interrogações.
20 perguntas afoitas.
20 posts registados.
20 dúvidas diáfanas.
20 dogmas profanos.
20 pinturas sem tela.
20 repastos sem sabor.
20 felicidades por nascer.
20 felicidades por encontrar.
20 felicidades por inventar.
20 nascidas, encontradas e inventadas felicidades.
(faltam) 20 minutos para as 19:00.
(há) 20 linhas neste post.
20...
Aforisma segundo - O caminho é uma rampa

Aforisma primeiro - O caminho é uma escadaria

Sim, porque a nossa ascenção até ao último patamar - o da felicidade - se faz por etapas, não é algo contínuo, há impasses, indecisões, avanços e recuos, até porque a vida não é estática e, consequentemente, a felicidade também não o é.
A cada nova realização positiva subimos mais um degrau na escadaria da nossa vida, atingindo patamares sucessivamente mais elevados a cada passo que damos, a cada pequena felicidade que vivemos. Ocorrendo na nossa vida algo nefasto ou negativo, podem daí advir três resoluções distintas:
1 - ou descemos um degrau, voltando ao patamar anterior, a partir do qual teremos que readquirir forças para voltarmos a dar o passo perdido;
2 - ficamos no mesmo patamar, porque os ganhos positivos contrabalançam aquilo que perdemos;
3 - ou então subimos porque, por amiudadas vezes, a força destruidora de um acontecimento adverso carrega em si o vento que nos impulsiona a tomar decisões ou a fazer mudanças que, em última instância, nos colocam um degrau mais perto da Felicidade Última.
Em última análise, a Felicidade está ao nosso alcance - temos que ter energias e vontade para subirmos paulatinamente a escadaria que nos conduz a esse desígnio que, muitas vezes, parece impossível, mas que está lá, à distância de uma passada larga.
Mas não se julgue que essa felicidade está despojada de imprevistos. Nenhuma vida está salvaguardada de agressões externas, nenhuma criatura humana vive dentro de uma redoma inviolável cujo ar está preenchido por uma inebriante sensação de felicidade. O segredo está em saber-se lidar com as coisas más que ocorrem na nossa vida sem se sentir que se perdeu a felicidade que tão herculeamente se conquistou. O importante é conseguir-se imiscuír essas pequenas infelicidades na nossa Felicidade, que está mesmo ali, ao cimo da escadaria, uns passos adiante, naquele dourado e etéreo patamar...
Eu sei que sou masoquista ...
No fundo, o contador só vai servir para me fazer sentir infeliz, pois vou constatar que quase ninguém vem aqui...
segunda-feira, novembro 13, 2006
Sabiam que... / Sabían que... / Did you know that... / Savez-vous que...
a felicidade não conhece línguas
la felicidad no conoce lenguas
happiness doesn't know any languages
le bonheur ne connaît pas d'idiomes
?
(...) expectativa gorada
Ainda a julguei ouvir a certo momento, quando um berro feminino soou: "DANIEL!". Eu virei instintivamente a cabeça para trás, na direcção de tão inesperado clamor, mas o Daniel em questão era um jovem alto e barbudo que envergava uma t-shirt azul com publicidade às drageias Smint. Desiludido, propus-me a continuar o meu percurso, mas segundos depois foi um grito com timbre masculino a chamar: "DANIEL!". Estaquei e voltei-me novamente para trás. Era para o mesmo Daniel. Raios! Malvada mania de darem nomes iguais ao meu a outras pessoas...
Moral da história: a Felicidade, quando nos chama, não tem nem voz feminina, nem voz masculina...
...e é, provavelmente, hermafrodita ou assexuada.
Expectativa (...)
13
Hoje é dia 13.
Vi um gato preto na rua...
...mas não é sexta-feira. Bolas, quase tive motivos para ser supersticioso hoje. Parece que não vou poder justificar a minha eventual infelicidade nesta segunda-feira de Novembro pela inexorável acção dos poderes do Oculto...
domingo, novembro 12, 2006
Mahatma Gandhi

Estou desolado...
Letra:
Á felicidade todos nós queremos
Á felicidade todos nós sentimos
Á felicidade todos nós queremos
Á felicidade todos nós sentimos
Á felicidade
Yêêê!
Felicidade!
Yê!
Felicidade!
MÁCA!
Ouvir este refrão teve, em mim, o efeito de uma explosão de duzentas bombas atómicas: reduziu a escombros toda a minha convicção neste projecto e gerou sérias mutações no genoma das minhas ideias. Porque neste pequeno excerto de 20 segundos, o homem diz tudo! Mesmo que eu não faça a mínima ideia do que significa a palavra "MÁCA!" que ele grita no fim, pressuponho, pela qualidade da poesia que antecede esse momento, que deve ser uma das mais belas palavras que se podem usar para descrever a felicidade - aquela que "todos nós queremos" e "todos nós sentimos"! YÊÊÊ!
Estou de rastos. Preciso de um pacote de lencinhos Kleenex com aroma a menta para me assoar, pois as lágrimas e o muco não páram de rolar sobre a minha imberbe (not quite...) face!
P.S.: Dêem um grammy ao homem! Não, dêem-lhe o Nobel da Literatura!
sábado, novembro 11, 2006
10
Ainda agora o blog nasceu e já atingiu a magnitude das dezenas! Estou feliz! :)
Que caminho escolher? ...

...o mais curto e sombrio, ou o mais longo e florido?
Seria fantástico se, num toque de magia, se pudesse sobrepôr à facilidade do caminho da esquerda a paisagem inebriante do caminho da direita! Talvez assim o X Incógnito almejasse e lograsse chegar ao F de Felicidade...
De que é feito esse caminho ?

O macadame do caminho para a felicidade é composto pelos que foram derrotados nessa demanda, e o alcatrão que o recobre é feito da indiferença que derramamos sobre eles.
Não deixem que o alcatrão seque e sufoque quem jaz por debaixo dele. Não pisem quem perdeu a perspectiva de atingir a felicidade. Construam um caminho alternativo para atingirem tão nobre e utópico fim, um caminho em que não existam derrotados espezinhados e indiferenças derramadas. Porque um dia, também nós poderemos ser brita para macadame, pedra para tritura, ossos nus subjugados à força de ventos e tempestades...
sexta-feira, novembro 10, 2006
A minha pequena felicidade já tem data marcada!
E o que vai acontecer nessa data? Vai ser lançado isto:

O meu segundo livro (primeiro romance, o outro foi uma novela)! Pois é, falta ali o "de" entre Lourinho e Campos para dar um aspecto mais nobre e requintado (não tenho culpa que mo tenham posto no BI!), mas esta será, em princípio, a capa do romance!
E porque é que estou a colocar isto num blog dedicado à felicidade? A primeira razão, e a mais óbvia, porque este lançamento irá, certamente, contribuir para a minha felicidade pessoal - é sempre gratificante vermos o nosso trabalho reconhecido. Depois, porque o livro é, também ele, uma procura incessante por essa entidade que, por vezes, julgamos inexistente...
Como será amar alguém cuja única forma de comunicação é o olhar, um Ser que dispensa a fala e a mímica como armas de comunicação e que só usa os seus olhos para acariciar e bater, para amar e odiar, para falar e calar, para viver e morrer? Será possível ser-se feliz com alguém assim? Diogo acredita que sim e, cegamente, ama um olhar de uma mulher que não lhe fala e constrói a sua felicidade com base nesse olhar e nesse amor, até à altura em que começa a questionar todo o seu mundo, a interrogar-se se o caminho para a sua felicidade não estará nos braços, nas palavras, nos beijos e no olhar de outra mulher, de outra vida que lhe devolva também frases amáveis e ternas carícias! Porque por detrás de um olhar que fala, está uma felicidade que grita mas que não se faz ouvir...
No fundo, não procuramos todos nós um bocadinho de felicidade, quer seja no regaço de outrem ou no aconchego de uma solidão ponderada?


