segunda-feira, novembro 13, 2006

(...) expectativa gorada

Um pressentimento adverso que vivia em mim esta manhã tinha razão de ser - a Felicidade voltou a virar-me as costas.

Ainda a julguei ouvir a certo momento, quando um berro feminino soou: "DANIEL!". Eu virei instintivamente a cabeça para trás, na direcção de tão inesperado clamor, mas o Daniel em questão era um jovem alto e barbudo que envergava uma t-shirt azul com publicidade às drageias Smint. Desiludido, propus-me a continuar o meu percurso, mas segundos depois foi um grito com timbre masculino a chamar: "DANIEL!". Estaquei e voltei-me novamente para trás. Era para o mesmo Daniel. Raios! Malvada mania de darem nomes iguais ao meu a outras pessoas...

Moral da história: a Felicidade, quando nos chama, não tem nem voz feminina, nem voz masculina...

...e é, provavelmente, hermafrodita ou assexuada.