Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Sábado, Junho 06, 2009
Sobre a pena de morte
Terça-feira, Março 31, 2009
Londres 2008 - 3º dia
O último dia em Londres chegou, enfim, trazendo consigo um sentimento de saudade e uma sensação de que havia ainda muito para ver. Tendo em conta que só nos iriam buscar por volta do meio-dia, ainda tínhamos uma manhã por nossa conta para ver um último local de interesse. Que escolher?
Em relação ao Tate Modern, recordo-me: da sua arquitectura sóbria (eu diria mesmo feia); de uma gigantesca racha no piso térreo (uma suposta obra de arte de uma artista colombiana); de uma sala dedicada ao realismo onde pontificavam belos quadros de Chagall, Meredith Frampton e outros; de um enorme salão com quadros surrealistas e pós-surrealistas, onde se destacavam as obras de Miró (artista que abomino completamente), Picasso (que também não aprecio muito) e um ou outro quadro que me chamou a atenção, nomeadamente um de Masson, um de Edward Wadsworth e outro de Paul Nash.
E assim terminou uma fantástica viagem por Londres. Por culpa da sua orografia (quase completamente plana) e das reconstruções levadas a cabo após a 2ª Guerra Mundial, não é uma cidade muito pitoresca como, por exemplo, a nossa Lisboa. No entanto, é uma cidade que fervilha com vida, onde há muito para ver e para viver. Gostaria de regressar um dia, pois houve várias coisas que ficaram por fazer:
Londres 2008 - 2º dia
Depois de almoçarmos no mercado, comprámos um passe diário para metro e autocarro e, como primeiro destino, escolhemos a zona de Westminster, para observarmos de perto locais imprescindíveis como o Big Ben, as Casas do Parlamento, a Abadia de Westminster, a Igreja de St. Margaret e a residência oficial do Primeiro Ministro (na altura, o senhor Gordon Brown). Como bónus, vimos um casal de corvos num jardim onde se podem admirar estátuas de figuras famosas da história britânica e mundial, exemplo da de Nelson Mandela.
Seguimos depois para Piccadilly Circus, a Times Square londrina. Daí, percorremos a longa, comercial e bela Regent's Street, apinhada de gente ao longo de todo o seu percurso, notando-se uma maior concentração de pessoas no seu cruzamento com a Oxford Street. Um quadro digno de registo.
O autocarro parou no bairro de Camden Town, um nome que eu já tinha ouvido mas que não conseguia associar a nada em concreto. Mas assim que saí do autocarro e entrei numa ampla loja de artigos usados, apercebi-me da sua natureza - é o bairro alternativo de Londres. Punks, gays, goths, emos, nerds e pessoas que não pertencem a nenhuma tribo urbana imiscuem-se numa perfeita harmonia por entre lojas de produtos alternativos, tatuagens, piercings, souvenirs, vinys e roupa em segunda mão, todas elas conscientes de que são peças fundamentais da paisagem urbana que caracteriza o bairro. Um verdadeiro estímulo para os sentidos!
Depois de ter entrado nalgumas lojas de Camden Town, onde comprei algumas recordações, incluindo uma T-Shirt azul-escura com a frase "I Love London" (que só usei por uma ou duas ocasiões), e de ter passeado na zona do Canal, decidimos apanhar outro autocarro, desta feita com o destino de Notting Hill. Esse nome, que evocava um filme protagonizado por Hugh Grant, trazia-me à memória mansões vitorianas e uma população multi-étnica, pelo que me soou bem. Infelizmente, o autocarro desenhou um percurso em semicírculo por bairros periféricos desinteressantes antes de chegar a uma rua de Notting Hill onde também não havia nada para ver.
Olhei para o mapa de Londres que havia conseguido obter no hotel, no afã de tentar localizar um local de referência próximo. Constatei que estávamos relativamente perto do Museu de História Natural, um edifício majestoso junto ao qual tínhamos passado no caminho aeroporto-hotel. Ou seja, o centro de Londres ainda era longe dali...
Foi então que reparei numa pequena rua no canto do mapa, a duas estações de metro de distância dali: "Garden Lodge". Os meus olhos brilharam: era a rua onde se localizava a casa em que Freddie Mercury, vocalista dos Queen e um dos meus ídolos, passou os seus últimos anos de vida, acabando por aí falecer vítima de SIDA. Não podia deixar passar uma oportunidade única de visitar um local tão simbólico como esse - ainda para mais, a chuva já havia cessado há umas horas, pelo que um pequeno passeio ao ar livre era exequível.
Chegámos rapidamente a Garden Lodge, uma rua pacata na zona de Earl's Court. Um sentimento misto de nostalgia e revolta povoou-me. Por um lado, senti que Freddie tinha passado ali momentos de felicidade; por outro, imaginei a angústia e a dor dos seus últimos anos de vida. Também vivi a alegria de me sentir privilegiado por poder estar naquele local versus a tristeza por constatar que o mesmo foi esquecido: as mensagens de apoio que os fãs de Freddie Mercury haviam escrito nas paredes da casa tinham sido apagadas. Não havia nem uma placa alusiva à memória do vocalista dos Queen. Nada. Um vazio. Uma frieza em tons de ocre.
O mais insólito foi o facto de termos presenciado um assalto a poucos metros da casa do Freddie - um indivíduo na casa dos 60 anos foi empurrado por um ciclista que passou a alta velocidade e lhe roubou uma mala. A polícia chegou em dois minutos, tempo suficiente para nos afastarmos do local e nos dirigirmos para o metro mais próximo. Parámos ainda uma hora num cyber-café antes de voltarmos para o Hilton.
Jantámos portuguese sardines (sardinhas enlatadas com molho de tomate) compradas no Marks & Spencer que se achava em frente ao hotel. A noite estava agradável, pelo que decidimos gastar os últimos cartuchos do bilhete de transporte num autocarro que nos levasse a atravessar a Tower Bridge em direcção à Torre de Londres.
Fiquei muito triste por não ter tido oportunidade de visitar a Torre de Londres. É um monumento magnífico, Património Mundial da Humanidade, uma autêntica cidadela amuralhada e apalaçada que respira história por todos os poros. Nem sequer fiquei com uma fotografia decente!
No regresso, a chuva voltou em força. Como não tínhamos guarda-chuva connosco, tivemos que apanhar uma molha valente no tabuleiro da Tower Bridge enquanto esperávamos que passasse um autocarro que nos conduzisse de volta ao hotel. E foi assim que terminou o nosso único dia (quase) inteiramente dedicado ao passeio!
Londres 2008 - 1º dia
Terça-feira, Março 10, 2009
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009
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Eu devia era por-me a estudar, isso é que era...